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Estrutura subvulcânico do platô basáltico do Paraná comparado com a mesma dos vulcões monogénicos da Patagônia Argentina.

Motoki, A.*; Vargas, T.*; Hirata, D.**; Yuji, O.***; Haller, M.****; Adriano, L.*; Motta, C.E*.

* DMPI/UERJ, Brasil.
** Kanagawa Prefecture Museum, Japão.
*** University of Tokyo, Japão.
**** Centro Patagónico Nacional, Argentina.

Bol. Res. 8º Simpósio de Geologia do Sudeste, 67. Novembro de 2003, São Pedro, SP. Apresentação em poster.


O Basalto do Paraná, chamado estratigraficamente da Formação Serra Geral, cobre uma área de 1.200.000km2 com espessura média de 700 m. Apesar das numerosas publicações geocronológicas, geoquímicas e paleomagnéticas, modo de erupção vulcânica e atividades magmáticas subvulcânicas foram pouco interessados. Os autores realizaram observações vulcanológicas das escarpas da Serra Geral que apresentam perfil vertical completo com atenção especial da estrutura subvulcânica exposta por erosão fluvial.

No Vale do Rio do Rastro, encontra-se uma exposição contínua em seqüência vertical em altura relativa total de 700m. O embasamento desta área é composto de granito precambriano, que é coberto pela Formação Rio do Rastro e, estes são cobertos pela Formação Botucatu.

O contato entre a unidade base da seqüência basáltica e a Formação Botucatu é brusco, não se encontrando intercalação de paleossolo, materiais orgânicos ou aa clinker, que caracterizam cobertura por lava subaérea. Na zona do contato, observa-se margem de resfriamento de 5 cm de espessura caracterizada por textura hialocristalina. Na proximidade do contato, com menos de 20 cm de distância, existem freqüentes disjunções perpendiculares ao contato com intervalo de 2cm. Na parte mais afastada do contato, apresentam-se disjunções colunares altamente desenvolvidas com intervalo médio de 50cm. As características similares são observadas em contatos intrusivos, como no caso de diques.

A segunda unidade da seqüência basáltica a partir da base apresenta típicas características de derrame de aa lava, mostrando aa clinker típico. No contato entre a unidade base e esta lava, observa-se uma estrutura indicadora de injeção do magma da unidade base dentro da lava sobreposta criando uma fenda subvertical. Com a exceção da zona de contato, a granulometria da rocha constituinte da unidade base é significativamente maior do que a lava superior, alcançando 2mm, classificando-se esta rocha de microgabro. Estas observações geológicas concluem que a unidade base não é uma lava mas um sill, cuja intrusão é posterior à erupção das lavas.

A espessura deste sill medida ao longo da estrada é cerca de 100 m. O contato inferior do sill apresenta ligeira inclinação para oeste e, portanto e, a espessura do sill aumenta para oeste alcançando 150m, apresentando sua forma de um funil extremamente achatado. Presença de sill logo abaixo da seqüência de lavas, ou seja edifício vulcânico de lato sensu, sugere a seguinte idéia. Repetidas erupções e conseqüente crescimento da altura do planalto constituído por lavas dificulta a chegada do magma até o topo. Desta forma, o magma do último estágio intrudiu entre as lavas e a Formação Botucatu. Esta lógica é freqüentemente aplicada para justificar existência de cones laterais de vulcões estratificados.

Apesar da diferença no volume do magma, a intrusão similar de sill subvulcânico é observada também abaixo dos cones piroclásticos de vulcões monogênicos cenozóicos da Patagônia Argentina. Estes vulcões são interpretados como pequenos derrames basálticos de platô, que sugerem modo de erupções vulcânicas do platô basáltico do Paraná. O mecanismo de intrusão do sill subvulcânico está de acordo com a teoria de fraturamento hidráulico.


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