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Características geológicas do vulcanismo cretácico do platô basáltico, observadas na Serra do Rio do Rastro - SC, a partir de amostragem seqüencial vertical

Thais Vargas 1) 2), Akihisa Motoki 1) Susanna Sichel 2), Ana Lúcia Novaes Araújo 2)

1) Department of Mineralogy and Petrology, Rio de Janeiro State University (DMPI/FGEL/CTC/UERR). Rua Sao Francisco Xavier 524, Sala A4023, Maracana, Rio de Janeiro, ZC 20550-990, Brazil. 2) IGEO/LAGEMAR/UFF

Anais de XLI Congresso Brasileiro de Geologia, 510. Joćo Pessoa, setembro, 2002.

Apresentação em painel



O Basalto de platô do Paraná, conhecido internacionalmente como Paraná Flood Basalt e estratigraficamente como Formação Serra Geral, abrange uma área de 1.200.000 km2, com espessura máxima superior a 1000m. Este platô é a segunda maior ocorrência presente nas regiões continentais do mundo. Ao longo do Vale do Rio do Rastro - SC, encontra-se a melhor exposição vertical contínua em seqüência vertical, em uma altura relativa total de 700m ao longo de estrada pavimentada. Devido à erosão intensa e recente, as rochas são mais frescas em relação aos afloramentos de outras localidades, o que permite os estudos geoquímicos e paleomagnéticos de alta confiabilidade. Este vulcanismo foi estudado exaustivamente sobretudo em geoquímica e geocronologia, entretanto, os estudos geológicos e vulcanológicos são menos destacados desde a década de 1940. Os autores apresentam alguns novos aspectos vulcanológicos encontrados durante os trabalhos de campo na seqüência do Vale do Rio do Rastro.

A base da seqüência basáltica não é lava mas um sill. De acordo com os afloramentos na estrada, a espessura deste sill é de 97m. O sill é intrusivo no arenito eólico de coloração avermelhada, peculiar da Formação Botucatu. O afloramento do contato entre os dois está exposto na altitude de 753m, apresentando o sill no lado superior e o arenito no lado inferior. Este contato é brusco e semiplanar mostrando uma ligeira inclinação, inferior a 10°, para oeste. Desta forma, a espessura sill aumenta para oeste, alcançando 150m em 1km de distância horizontal. A zona de contato do sill é caracterizada pela margem hialocristalina de 5cm de espessura, de cor escura. As disjunções de resfriamento perpendiculares ao contato são muito freqüentes com intervalo de 2 cm, até 20cm de distância a partir do contato. Porém na parte mais afastada, apresentam-se disjunções colunares muito desenvolvidas com intervalo médio de 50cm. Além disso, observa-se a presença de disjunções paralelas ao contato. Tais características são comuns em diques. No contato, não se encontram intercalações de paleossolo e aa clinker inferior, que caracterizam lavas basálticas. A granulometria da parte do contato é fina, sendo a rocha classificada como basalto, porém, na parte média superior, a granulometria é de 2mm, sendo a rocha classificada como microgabro. No contato superior do sill com o primeiro derrame de lava, uma parte do sill intrude verticalmente criando fraturas dentro desta lava.

A base da seqüência basáltica não é lava mas um sill. De acordo com os afloramentos na estrada, a espessura deste sill é de 97m. O sill é intrusivo no arenito eólico de coloração avermelhada, peculiar da Formação Botucatu. O afloramento do contato entre os dois está exposto na altitude de 753m, apresentando o sill no lado superior e o arenito no lado inferior. Este contato é brusco e semiplanar mostrando uma ligeira inclinação, inferior a 10°, para oeste. Desta forma, a espessura sill aumenta para oeste, alcançando 150m em 1km de distância horizontal. A zona de contato do sill é caracterizada pela margem hialocristalina de 5cm de espessura, de cor escura. As disjunções de resfriamento perpendiculares ao contato são muito freqüentes com intervalo de 2 cm, até 20cm de distância a partir do contato. Porém na parte mais afastada, apresentam-se disjunções colunares muito desenvolvidas com intervalo médio de 50cm. Além disso, observa-se a presença de disjunções paralelas ao contato. Tais características são comuns em diques. No contato, não se encontram intercalações de paleossolo e aa clinker inferior, que caracterizam lavas basálticas. A granulometria da parte do contato é fina, sendo a rocha classificada como basalto, porém, na parte média superior, a granulometria é de 2mm, sendo a rocha classificada como microgabro. No contato superior do sill com o primeiro derrame de lava, uma parte do sill intrude verticalmente criando fraturas dentro desta lava.

Foi confirmada a existência de 16 fluxos de lava, com suas espessuras variáveis. Na parte inferior da escarpa, a partir da lava 1 (850m de altitude na base) até lava 10 (1132m na base), a espessura das lavas é, em geral, relativamente pequena, sendo em torno de 30m. Na parte superior, a partir de lava 11 (1178m) até 16 (1434m), a espessura aumenta sendo em torno de 50m. Em ambos os casos, as espessuras são maiores do que as dos derrames típicos de aa lava basáltica. Sobretudo, as lavas 11 e 12 possuem cerca de 90m de espessura. O fato indica alta viscosidade do magma em relação ao típico magma basáltico. A textura geral da rocha é afírica, não encontrando fenocristais a olho nu, indicando que o referido magma não se fracionou muito a partir do magma primário. As disjunções colunares observadas nas lavas são menos desenvolvidas do que no caso do sill, com intervalo médio de 1m.

Entre a lava 14 e 15, na altitude de 1338m, observa-se uma camada intercalada de coloração avermelhada, de espessura variando de 10 a 30cm, com textura fina e homogênea. Devido à similaridade com as ocorrências basálticas recentes, intrepreta-se que esta corresponde à camada de queda de escória (scoria fall).


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